29 January 2015

Why Was Heart Disease Rare in the Mediterranean?

What was it about the diet on the Greek isle of Crete in the 1950s that made it so healthy? Subscribe to Dr. Greger's free nutrition newsletter at ...

Por que Doença Cardíaca era Rara no Mediterrâneo?

A Dieta Mediterrânea é um assunto do momento, tanto na literatura médica quanto na mídia leiga. 450 trabalhos publicados na literatura médica apenas no último ano, mais de um por dia. Cobertura elogiosa e acrítica é comum, mas detalhes são dificilmente encontrados. O que é? De onde veio? Por que é boa? Méritos são raramente detalhados, possíveis desvantagens nunca são mencionadas, então vamos a fundo. Após a 2ª Guerra Mundial, o governo da Grécia pediu à Fundação Rockefeller para entrar e avaliar a situação. Impressionado pelas baixas taxas de doença cardíaca na região, o cientista de nutrição Ancel Keys (“Ração K” nomeada em sua homenagem) iniciou seu famoso estudo dos sete países, no qual ele descobriu que a taxa de doença cardíaca fatal na ilha grega de Creta era 20 vezes menor que nos Estados Unidos. Eles também tinham as mais baixas taxas de câncer e menor número de mortes totais. O que eles estavam comendo? Suas dietas eram mais de 90% baseadas em plantas, o que pode explicar porque a doença cardíaca coronária era uma raridade. Uma raridade, isto é, exceto pela pequena classe de pessoas ricas cujas dietas diferiam daquela da população em geral: elas comiam carne todos os dias em vez de a cada uma ou duas semanas. Então o coração da Dieta Mediterrânea é principalmente vegetariano, muito mais baixa em carne e laticínios, os quais Keys considerava como os grandes vilões na alimentação pelo teor de gordura saturada. Infelizmente, ninguém está mais realmente comendo a Dieta Mediterrânea tradicional, nem no Mediterrâneo. A prevalência de doença cardíaca coronária disparou em ordem de grandeza

em Creta em algumas décadas, responsável sendo o aumento do consumo de carne e queijo às custas de alimentos vegetais. Todo mundo está falando sobre a Dieta Mediterrânea, mas poucos são aqueles que a seguem corretamente. As pessoas pensam em pizza ou espaguete com molho de carne, mas enquanto os restaurantes Italianos se gabam sobre a saudável Dieta Mediterrânea, eles servem uma caricatura da mesma. Então se ninguém está realmente comendo desse jeito, como você estuda a dieta? Pesquisadores criaram uma variedade de sistemas de pontuação de aderência à Dieta Mediterrânea para ver se as pessoas que comiam o mais “mediterrâneo” se saíam melhor. Você ganha pontos máximos quanto mais alimentos vegetais come, mas eficazmente perde pontos comendo apenas uma única porção de carne ou laticínios no dia. Então, sem surpresas, aqueles que comem mais do topo da escala têm risco menor de doença cardíaca, risco menor de câncer, e risco menor de morte em geral. Afinal, a Dieta Mediterrânea pode ser considerada quase como uma dieta vegetariana Como uma, deve-se esperar que produza os já bem estabelecidos benefícios à saúde de dietas vegetarianas. Então, menos doença cardíaca, câncer, e morte, e menos inflamação, e melhora na função arterial, risco menor de desenvolver diabetes tipo 2, e risco menor de sofrer um AVC, depressão e disfunção cognitiva. Como poderia funcionar? Eu já comentei sobre os elegantes estudos mostrando que aqueles que seguem dietas baseadas em vegetais possuem mais compostos vegetais, como aspirina, circulando em seus sistemas. Fitonutrientes polifenóis em alimentos vegetais são associados a significativamente menos chance de morrer por si só.

Consumo de magnésio também é associado a significativamente menos chance de morrer: magnésio é encontrado em vegetais folhosos verde escuro, assim como em frutas, feijões, castanhas, soja e grãos integrais. Ferro heme, por outro lado, o ferro encontrado em sangue e em músculo, atua como um pró-oxidante e parece aumentar o risco de diabetes, enquanto o de origem vegetal, ferro não-heme parece ser seguro. A mesma coisa com doença cardíaca: ferro de origem animal foi constatado aumentar o risco de doença cardíaca coronária, nosso assassino número um, mas não o ferro de origem vegetal. A Dieta Mediterrânea é protetora, comparada à dieta padrão americana, sem dúvidas. Mas de qualquer dieta rica em alimentos vegetais integrais e pobre no consumo de gordura animal pode se esperar proteção contra muitos dos nossos principais assassinos.